09 junho 2013
Oficina no Instituto Salvador Arena
Alunos empolgados e professores motivados fazem toda a diferença. Parabéns a toda equipe.
17 junho 2011
Oficinas de Maio
Não faz mal, mesmo atrasado é muito legal ter vocês por aqui!
Escola Jardim do Saber
05 abril 2011
12 fevereiro 2011
Carnaval se aprende na escola
05 dezembro 2010
Exposição de Árvores de Natal
07 outubro 2010
Homenagem no Colégio Esperanto
01 maio 2008
Festa Japonesa na escola

03 janeiro 2008
Ilustrando histórias com Origami
Cenários em 3D ou painéis em origami podem ilustrar livros, catálogos, revistas com um visual diferenciado.
Nesse trabalho, as histórias infantis A Princesa e o Sapo e Chapeuzinho Vermelho foram reproduzidas com a arte do origami.
Essas dobraduras foram confeccionadas para serem usadas como instrumentos de narrativa das histórias.
05 janeiro 2007
Brinquedos

A Coleção Brincando com Dobraduras faz da dobradura um brinquedo.
Mas brincar tem muitas conotações. Para algumas crianças, brincar é jogar bola, brincar de boneca; para outras, é ver televisão. Crianças de hoje brincam no computador...
Eu brincava de ler e escrever. Brincava também de pintar, de desenhar, de dobrar papel que aprendi sozinha, em livros, pois há poucos cursos de Origami no Brasil. Desde a infância eu escrevia e dobrava papel. Aos poucos fui descobrindo que o meu hobby podia ser também uma profissão.
Muito antes de escrever a Coleção Brincando com Dobradura, eu já trabalhava com Origami, dando cursos e oficinas para professores e crianças. Além disso, usava Origami na área de saúde, para recreação em hospitais e também apoio para vários tipos de terapia. Já havia feito trabalhos para a área de propaganda e marketing, criando figuras em Origami para mídia impressa, videoclipes, novelas, brindes... Fazia objetos de Origami para decoração: luminárias, vitrines... Dobrava guardanapos de pano em formatos personalizados para festas.
E então, recebi o convite da Editora Paulus para fazer um livro. Hoje são 17!
Acredito que tudo que nos é significativo na infância acompanha toda nossa vida. Talvez por isso tenha direcionado a minha obra literária para as crianças.
Minhas duas brincadeiras preferidas de infância estão no livro Brinquedos: escrever e dobrar papel. Reuni uma série de brincadeiras orais que aprendi na minha infância e algumas dobraduras que ilustram essas brincadeiras.
Espero encontrar, com esse livro, muitas crianças que gostem de arte e que gostem de escrever.
Como eu, muitas descobrirão que essas experiências vão acompanhá-las por toda a vida...
Lendas

Porque existe a noite?
Como foram criados os diamantes?
De onde vêm as estrelas?
A curiosidade das pessoas originou várias lendas que explicam a origem de bichos, plantas, fenômenos da natureza e mais uma porção de coisas.
Essas lendas foram passadas de geração em geração e hoje são histórias incríveis de contar. Gosto muito das lendas que falam dos animais brasileiros. Com uma fauna tão rica, não é de espantar a quantidade de lendas que explicam por que os bichos são dessa ou daquela maneira. A maioria das lendas são de origem indígena, e quem é de cidade grande deve achar estranho os nomes que encontra: pirarucu, cairará, uirapuru, muiraquitã... Os nomes são estranhos, mas as histórias são simples.
Quando pequena eu gostava muito de uma história chamada Festa no Céu, que explica por que o sapo tem o couro todo rachado. Essa e outras histórias me motivavam a também criar minhas próprias lendas, que explicavam isso ou aquilo. Fui uma criança criativa, com certeza...
Apesar de no livro Lendas me limitar a recontar histórias que ouvi, acredito que deixar as crianças criarem suas próprias lendas é um grande exercício para a imaginação.
E a imaginação deve ser sempre incentivada!
04 janeiro 2007
Festas

Fui sempre apaixonada pela cultura brasileira. Com a publicação dos meus primeiros livros, tive o privilégio de viajar por todo o Brasil, fazendo lançamentos nas principais capitais.
Dessas viagens trago na bagagem muitas histórias para contar e também a experiência única de vivenciar culturas e tradições diferentes.
As festas folclóricas sempre me atraíram, pelo colorido, pela música, pela dança, mas principalmente por serem manifestações vindas de um povo simples mantendo tradições passadas de geração em geração.
Tenho uma predileção por Festa de Boi, encantamento que me levou ao Maranhão, a Recife e a todos os lugares onde podia encontrar um pouco dessa dança. A história do Bumba-meu-boi tenho contado, dobrado e encenado com crianças há muito tempo.
Além do Boi, é claro, foram para o livro as Festas Juninas, que me trazem boas recordações de infância. Meu tio fazia sempre uma festa junina em sua casa, com fogueira, comidas típicas e quadrilha. Os convites eram feitos em casa, por mãos habilidosas e papel recortado. Como o frio da época de julho era grande, por baixo dos vestidos estampados eu e meus primos usávamos calças e ridículas meias de lã. Minha tia tocava um acordeão, que até hoje ela diz detestar, e a festa entrava noite adentro.
Lembrei-me também do Carnaval. Não o Carnaval de rua que faz a alegria do Norte e do Nordeste. Como boa paulistana, cresci pulando Carnaval em bailes de salão. Ou arregalando os olhos para a passagem das escolas de samba com seus passistas coloridos e carros alegóricos de tirar o fôlego. Ano que vem eu vou desfilar, é uma promessa que tenho protelado faz anos...
Falei de festas que eu pouco conheço como a Lavagem do Bonfim. Por uma ironia do destino, ainda não conheço a Bahia. Digo ironia, porque já estive até com a passagem na mão e na última hora, deu tudo errado. Estou devendo a Bahia para mim mesma...
Falei da Folia de Reis, festa nordestina, mas que na minha familia se comemora com muita comida: sopa de capeleti (sim, com esse calor de verão paulistano), pernil e mais um monte de coisas, que minha tia põe na mesa até não caber mais.
Enfim, ao escrever o livro Festas fiz um passeio pelas minhas lembranças e pela memória do nosso país.
Mitos

Escrever sobre Mitos não é uma tarefa fácil...
Como falar de um saci sem cair no lugar comum? Afinal, todo mundo conhece aquele negrinho esperto de uma perna só. Portanto, escolhi outro caminho. Em vez de explicar quem eram os mitos escolhidos para o livro, resolvi contar uma história sobre cada um deles.
Partindo do pressuposto de que todo mundo sabe alguma coisa sobre aquele mito, a história se desenvolve com uma visão bem-humorada do dia-a-dia desse personagem.
Saci, Cuca, Bicho-Papão, Iara e outros personagens do nosso folclore são protagonistas de histórias divertidas, em que são explorados os temas transversais. Natureza, saúde, preconceito, obesidade, educação, meio ambiente... são assuntos abordados pelos personagens, que trazem sempre uma mensagem e uma história engraçada para contar.
Como nem tudo o que a gente escreve cabe no livro... vou contar a seguir uma das histórias que ficou de fora! Essa história é sobre o lobisomem. Vocês vão ler uma outra versão, voltada mais para o público infantil no livro. Essa versão foi a primeira que eu escrevi. Apesar de não ter sido a escolhida para a publicação, tenho um carinho enorme por ela.
O Lobisomem
O menino pálido e magro, de nariz arrebitado e orelhas compridas esmurrava a porta do banheiro. A mãe, gritava que ele era neurótico e ele pensava: “Como não seria?” Qualquer um que tem sete irmãs mais velhas, só pode nascer neurótico, ou lobisomem... Você já tentou usar o banheiro de uma casa onde moram sete irmãs? Esquece... O menino saiu de casa e foi andar pela rua. Era sua primeira noite depois do seu aniversário de treze anos. Ele merecia um pouco mais de respeito, não, afinal já era um homem! Era noite de Lua Cheia. Passando pela primeira encruzilhada, aconteceu a transformação: De repente o corpo se cobriu de pelos, as orelhas cresceram mais ainda, os olhos ficaram vermelhos e ele aproveitou toda raiva que estava sentindo e uivou para a lua! Tinha virado lobisomem... Primeiro ficou apavorado! Já havia ouvido muitas histórias de Lobisomem, mas nunca imaginou que isso pudesse acontecer de verdade. Depois ficou pensando nas orelhas: se ele já achava suas orelhas de abano, agora então...estavam pavorosas. Daí pensou nos pêlos e para que tê-los e então lembrou das irmãs enfiadas no banheiro com toda sorte de produtinhos de beleza. Uma idéia lhe iluminou a mente: tirar proveito dessa transformação, antes que fosse tarde... ou cedo , pois ele só teria até o amanhecer. Depois se transformaria em um irmão neurótico novamente...Voltou para casa, passando por sete igrejas, sete vilas e sete encruzilhadas, como manda a lenda. A mulherada ainda estava no banheiro, como o esperado. A gritaria era de várias gralhas azuis berrando ao mesmo tempo. Ele, com sua voz esmirradinha, nunca havia conseguido falar mais alto, que elas todas juntas. Mas agora era diferente! Foi tão fácil: Chegou perto da janela e deu o uivo mais alto que pode para a lua!!! A mulherada saiu berrando do banheiro e foi um corre-corre geral! Na manhã seguinte não se falava em outra coisa além do aparecimento do lobisomem na cidade, as mulheres apavoradas, estavam todas trancadas, cada uma em seu quarto. Mas pelo menos, o banheiro estava desocupado....
A história sobre o Saci eu criei há anos. Ela foi contada muitas vezes em escolas, onde atuo como Contadora de Histórias, e sempre fez muito sucesso com as crianças. Foi ela que me despertou a vontade de escrever um livro sobre Folclore.
As demais histórias do livro foram criadas em uma manhã apenas. Acreditem que eu me diverti muito escrevendo esses textos! Tenho que agradecer a colaboração novamente da Kandy, que ia lendo meus esboços, dando risada comigo e fazendo boas sugestões.
Todas as histórias e dobraduras dos meus livros são "testadas". Antes de serem publicadas, eu faço oficinas com crianças para sentir a reação delas. Devo dizer que nunca nada foi vetado, mas não custa nada perguntar aos meus leitores: "O que você acha?".
Folclore

2006. Faz 10 anos da edição do primeiro livro da coleção "Brincando com Dobraduras".A idéia de fazer um livro sobre folclore já estava caraminholando na minha cabeça há tempos. Mas quando comecei o projeto vi que o assunto era muito extenso. Não daria um livro então, mas quatro!
É sempre assim que eu escrevo meus livros: primeiro fico organizando meus pensamentos. Isso pode levar meses... Quando tenho o livro completo na cabeça, sento e escrevo. Em uma semana no máximo, está pronto. Daí, vai para o ilustrador, que faz o desenho e os diagramas que ensinam a fazer cada dobradura. E depois são os acertos finais até chegar na gráfica.
Eu tinha na cabeça um projeto totalmente diferente para comemorar 10 anos de livraria.
Os livros anteriores foram impressos em preto-e-branco e ilustrados pela Kandy Saraiva. Hoje ela é assistente editorial e escreve lindos textos no blog dela. Acho importante o ilustrador saber fazer as dobraduras que ele desenha. A Kandy era assim, sempre foi boa origamista e soube desenhar com muita precisão as receitas das dobraduras.
O novo projeto era fazer quatro livros coloridos. Além das dobraduras, os livros deviam contar as histórias do nosso folclore, ilustradas com figuras alusivas ao tema. As dobraduras evoluem para personagens desenhados, que interagem com as próprias dobraduras. Chamei para parceiro o ilustrador Fábio Sgroi. Mandei um dos livros para ele e disse: "Estou te mandando esse livro para você fazer algo completamente diferente...".
A gente riu, mas saiu... Em quatro semanas eu havia escrito os quatro livros, e o Fábio em mais um mês entregou o projeto. Em agosto de 2006, mês do Folclore, a Coleção Brincando com Dobraduras -Folclore chegou no mercado.
03 janeiro 2007
Para meninos e meninas

Uma das coisas mais interessantes da dobradura de papel é o fato de ela ser uma arte universal. Agrada meninos e meninas, jovens, adultos, idosos... Além de ser utilizada nas escolas, essa arte é um valioso recurso em outras áreas: na da saúde, pode ser usada como complemento para fisioterapia. Na psicologia, como ferramenta para combater o stress. Na área de recursos humanos, para desenvolver a criatividade e o trabalho em grupo. Na publicidade, uma possibilidade a mais de criação. Na arquitetura, para a elaboração de figuras em 3D. Nas artes plásticas, na confecção de quadros, luminárias e objetos de decoração. E para a família, uma diversão.
Voltados para meninos e meninas, os livros A Feira e Meios de Transporte brincam com a arte de dobrar papel em figuras do cotidiano.
Legumes, frutas, verduras são recriadas em Origami. E depois? A criança pode brincar de feira, pode aprender conceitos práticos de vivência do dia-a-dia, com suas barracas de papel. Pode aprender noções de saúde e boa alimentação e também descobrir quais as vantagens de cada alimento, mostrando que a dobradura de papel é apenas o início de uma brincadeira divertida e educativa.





















